Como criar um bom portfólio sendo iniciante

Date
ago, 19, 2019

Um desafio que eu encontrei no começo da minha carreira como designer e vejo que muita gente passa por isso é: Não tenho nenhum cliente, não tive nenhum job, como fazer então um portfólio??

E eu usei por muito tempo essa desculpa. Enrolei e enrolei pra conseguir preencher o portfólio esperando que alguém simplesmente confiasse que eu faço um bom trabalho – e chegou a acontecer, uma agência me contratou por simplesmente eu ter uma boa conduta como pessoa, e por mostrar as coisas que eu já havia estudado. Mas não é com todo mundo que isso vai acontecer.

Não dá pra esperar que alguém chegue até você e daí o portfólio começa a crescer. Na verdade, muito pelo contrário. Você quem tem que ir buscando preencher seu portfólio. A partir das coisas que já fez. Projetos feitos atoa, coisas da sua faculdade, do TCC. Mesmo que seja com projetos fantasma.

Um projeto fantasma, cliente fantasma e etc, como o nome já diz é um projeto que na verdade não é de ninguém oficialmente. Você cria alguém fictício, cria problemas para um produto ou marca dele e desses problemas você faz as soluções através do design, ilustração, arte, developer, etc.

E pra deixar o conteúdo bem completo, te dar um mindset bem positivo pra começar isso pra já e abrir mais a sua criatividade, vou te dar algumas dicas de como preencher seu portfólio.

1. Apresente seus melhores trabalhos da faculdade

Se você entrou nesse meio profissional depois da sua formação (ou mesmo que ainda esteja estudando) é ideal que você pegue aqueles seus trabalhos geniais e bote eles no seu portfólio.

E se achar interessante, conte até mesmo qual foi a nota ou feedback do seu professor. Ter um storytelling por trás dos projetos e trabalhos também chama um pouco de atenção, dá uma visão nova para o projeto que está exibindo e leva também para o lado da identificação.

2. Ajude amigos e parentes ou use-os como “clientes”

Tem sempre alguém da sua família ou no seu círculo de amigos que precisa de um banner, ou um cartão de visitas, queria fazer uma tattoo de um desenho específico mas não sabe desenhar, etc. É nesse povo que você vai focar e você vai pedir ajuda deles, e dar a sua ajuda em troca.

Se for possível, peça a eles pra dar um feedback, serem pacientes e honestos e não deixe eles serem abusivos. É pra ajudar, não pra você criar uma startup de graça pra eles. Se for uma pessoa boazinha com você, tipo algum padrinho, ainda vale pedir um valor simbólico se gostar do que você fez.

3. Faça projetos fantasma, crie personas

Crie projetos do nada para algo incrível! Sim, você vai criar o cliente. Sim, você vai criar os problemas dele, o que ele quer e como ele quer. Vai ser muito mais simples do que atender a uma pessoa de verdade, é claro. Mas vai te ajudar a criar um bom portfólio e treinar seu senso crítico e noção para as personas que você vai trabalhar.

Você vai saber exatamente como o cliente vai querer porque no fundo ele é você. Mas a experiência já vale, e preencher seu portfólio no começo é importante. Mesmo que sejam projetos fictícios, você também irá mostrar o que mais importa: O que você sabe fazer, suas competências quanto a experiência com a área.

Lidar com pessoas também é muito importante, então sempre que der, faça com pessoas de verdade. Mas quando não houver nenhuma, você não tem desculpas.

4. Pratique

Quando você para de praticar, sua mente ou fica estagnada naquilo que já aprendeu ou até vai esquecendo e destreinando. Não deixe de estudar, porque é essencial, mas ponha em prática as coisas que você aprender em cursos ou na sua faculdade o mais rápido possível.

Quando eu escuto ou leio as coisas que pesquiso para estudar pela internet ou em meus cursos, eu conheço a forma de fazer aquilo. Mas apenas quando eu boto em prática que eu realmente passo a aprender. Raramente sem praticar algum aprendizado acontece.

Isso porque quando você só lê ou escuta algo, sua mente memoriza o conceito, mas não a forma de fazer aquilo. Então se você escuta que fazer uma logo em vetor no Illustrator é a melhor forma de trabalhar com logos, isso não te garante criar uma logo de qualidade assim que você senta no seu computador e quer por uma ideia pra funcionar.

5. Encontre seu estilo de criação

Saiba que toda pessoa tem seu jeito de fazer suas coisas. E você deve encontrar o seu pouco a pouco. Mas calma, isso é gradativo e demanda tempo. Você vai perceber que com o passar do tempo em que você vai praticando, vai ter uma coisinha ou outra que você vai otimizar à sua maneira.

Muitas vezes você vai ter uma gambiarra rapidinha para fazer as coisas. Ou vai ter seu próprio layout dentro dos programas. Cada um bota as ferramentas que acha necessário dentro do Illustrator por exemplo. Explore todas sempre que possível e deixe atalhos para suas favoritas.

Ah, e se você não é um designer freelancer, use o exemplo dos Softwares de criação para a sua área. Pode ser o seu jeito de pintar, ou de criar ebooks, fazer artesanato, etc.

De todas as dicas, sinto que o mais importante de verdade é você não se fazer de “coitadinho de mim” ou vir com o papo de “não sei se tenho o suficiente para começar” e só começa logo. Começa a praticar, a acreditar, a preencher portfólio, a correr atrás do que você acredita. E vai dar tudo certo!

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Thayna Julia

Designer, criadora de conteúdo, apaixonada por games e cultura pop tanto quanto ama o universo da beleza e moda.

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SOBRE

24 anos, apaixonada por criar as coisas. Designer e criadora de conteúdo, com o propósito de te incentivar a ser mais criativo e ter a vida que sonha.

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