Thayna Julia
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Eu sempre acreditei que profissões que envolvessem tecnologia seriam as “profissões do amanhã”. Tem muito, muito talento por aí com suas peculiaridades e singularidades que fazem um profissional muito bom na internet, tecnologia, marketing, design, etc. E tem bastante gente interessado na área de design.

Eu, que venho focando principalmente em compartilhar com as pessoas meu conhecimento e estudos sobre design, minha jornada e etc. Espero sempre poder entregar pra vocês um conteúdo que ensine ou agregue em algo importante nessa área.

E quando eu digo tudo sobre a profissão eu estou falando sobre tudo que eu posso transmitir para você através dos meus estudos e/ou minha experiência. Não quero falar aqui nada que não esteja ao meu alcance e muito menos falar coisas que eu não sei ou não tenho noção nenhuma.

O design gráfico, que é a minha área, é muito gostosinho de trabalhar, e você tem que gostar mesmo. Tem que saber lidar com as pessoas, aprender com elas, aprender muita mas muuuuita empatia, ter paciência, saber se virar, e saber principalmente que a profissão não é as mil maravilhas.

Eu por exemplo, optei por trabalhar como home office pois a área não é nada milionária – mas existem sim áreas do design (como UI/UX) que podem ser MUITO rentáveis – e quando a gente trabalha como CLT, nesse nosso Brasil que ás vezes desvaloriza muito e tudo arruma desculpa para abaixar o salário na hora de empregar alguém, eu que não sou graduada não teria um rendimento tão bom para o tanto que eu ia ralar.

E com isso saiba que vai ter dica mas vai ter realidade. Assim como o parágrafo acima: Tem áreas que você tem que ralar muito, evoluir muito e correr atrás pra ganhar muito bem. Mas é uma área que se ganha bem. E tem que gostar.

Mas também é uma área muito requisitada, principalmente hoje nessa era digital onde muita gente está passando seus negócios para o meio digital, social media, copyright, e etc etc etc. E inclusive eu sou muito feliz com o que trabalho, e quero evoluir e crescer ainda mais.

Então o que é necessário para ser/se tornar designer na área visual?

1. Primeiro é importante se organizar

Os primeiros passos para você começar não só no design gráfico mas em qualquer profissão é pensando, estudando, pesquisando e se organizando bem para isso.

Eu acho que quando você se organiza, você não fica só na expectativa e acaba vivendo uma montanha russa de surpresas e dúvidas sobre o que tem que fazer ou não quando escolhe um rumo pra sua vida profissional.

Eu por muito tempo não me planejava, e não me conhecia, e por isso eu passei por várias fases na minha vida onde eu queria fazer uma coisa ou outra e faculdade disso ou aquilo enquanto o design gráfico, sempre esteve dentro de mim desde o meu primeiro computador com internet discada.

Então eu vou ajudar você a conseguir se organizar mesmo que o mínimo possível:

1.1. Você já estuda na área? Quer fazer faculdade ou cursos? Definir qual o primeiro rumo que você vai tomar é importante. Você pode decidir se quer fazer uma faculdade de design ou se prefere estudar em cursos profissionalizantes e em conteúdo gratuito pela internet a fora.

Não digo que faculdade é obrigatória – eu não a fiz ainda. Só é importante que você tenha noção que vai precisar estudar para entrar para uma universidade e também organizar seu tempo se entrar para uma, pois faculdade depende de dedicação.

1.2. Quando você pretende começar? Hoje? Amanhã? Daqui a um ano? Coloque suas metas e expectativas sobre em quanto tempo você quer estar pronto para atuar na profissão, ou em quanto tempo você quer começar a treinar, praticar, procurar freelas e se dedicar a isso para se profissionalizar.

1.3. Tenho as ferramentas essenciais para começar? Eu sou uma das pessoas que mais acredita que hoje em dia não dá pra procrastinar e dar desculpas de que não tem as coisas certas para começar a trabalhar, a mudar de vida, estudar, etc. Você não precisa abrir um estúdio logo de cara nem comprar/ter um monte de equipamentos para começar com o design gráfico – eu nem tenho nada disso ainda!

Porém é importante sim que você tenha um computador que possa executar pelo menos um tipo de software de edição gráfica. Um computador ou notebook razoável consegue fazer isso e existem milhares de ferramentas gratuitas que ajudam a melhorar o desempenho do seu computador se for preciso.

Tem um computador? Já está ótimo. Pode começar! A Adobe tem versão gratuita por 30 dias para você experimentar os pacotes e os softwares, desconto para estudantes e você pode optar por trabalhar com o Photoshop ou o Illustrator. Também existe o Corel Draw, tudo vai depender do que você mais usaria.

Ou, se na sua condição não encaixar nenhum dos casos acima ainda, comece com o que tem, pratique muito e aprimore a sua visão de design: Utilize do Adobe Spark e o Canva para fazer seus gráficos. Eu te garanto que dá para criar ótimos gráficos por lá até que você tenha uma condição legal de adquirir outro software, se assim quiser.

Eu trabalho com o pacote Adobe CC, utilizo quase todos os softwares possíveis do pacote. Mas para design utilizo o Photoshop, Illustrator e o InDesign. Para conteúdo gráfico em geral e manipulação de imagem, para criação de vetores e elementos (logo, patterns, formas, figuras, plano de fundo, texturas, etc.) e diagramação, respectivamente.

2. Escolha a área que quer atuar

Design é uma área muito ampla, quando se trata do visual e gráfico. Uma lista de áreas dentro do design que eu conheço:

  • Design Visual
  • Web Design
  • Design de Interface de Usuário (UI)
  • Design de Experiência do Usuário (UX)

E uma lista de especializações dentro das áreas do design que eu tô lembrando aqui só por alto:

  • Design de logo
  • Design de Identidade Visual
  • Design de Social Media
  • Design de Embalagens
  • Design de Papelaria e Diagramação
  • Design de Capa de Livro
  • Design de Produto
  • Design de Estampas
  • Design de Tipografia
Papelaria e Identidade Visual feita por mim para Adriely Ramos
Kit de Interface de Usuário de um App feito por Anton Tkachev

E pode ter muito mais do que isso, e eu não tô listando. É uma área muito ampla, tem várias escolhas. Você pode escolher abranger uma área por inteiro ou você pode escolher se especializar em algo específico. Você pode tanto ser designer gráfico num geral e fazer uma quantidade boa de coisas, quanto resolver ser apenas designer de logo, especificamente. A escolha é sua.

Estude todas essas áreas, conheça como você mesmo trabalha ou quer trabalhar, o que gosta de criar e assim você foca no que achar melhor.

3. Sobre a educação para se tornar designer

Você pode querer fazer uma graduação. Eu não fiz e ainda assim atuo como designer por ter as habilidades de um e atuar na área de um. Mas não, não tenho um diploma.

Mas você também pode optar por querer fazer vários cursos profissionalizantes com certificados que te ensinam mais sobre a área. Não tem nenhum problema. Muito pelo contrário, não desmereço nem enalteço nenhum dos lados exclusivamente e sim ambos. Requer dedicação, requer estudo e requer tempo. Então escolha a melhor opção para você e dê o seu melhor nela.

Aqui vai alguns lugares onde eu fiz curso, quero fazer ou estou fazendo:

São cursos que abrangem não só o design gráfico, mas que podem te ajudar muito. Eu por exemplo fiz um curso de Inbound Marketing da Rock Content e isso me deu uma visão incrível de como fazer conteúdos para o meu perfil no Instagram, conteúdo de marketing e divulgações.

4. Pesquisas de mercado e tendências

O design assim como muitas áreas profissionais muda muito e tem sempre o que aprender e ficar por dentro o tempo todo. Existem os clássicos, que nunca irão mudar muito – mas ainda assim podem ser aprimorados com o passar do tempo – e existem as tendências de design.

Um exemplo de tendência? O flat design. Ele foi tendência por muito tempo até se tornar algo super comum e necessário. Outro exemplo é a mudança enorme que algumas marcas andam fazendo em busca do minimalismo e ou simplicidade para as suas marcas. Isso ainda é tendência.

exemplificar aqui com dailus, uber, mastercard, gatorade, NASA

Rebranding da Dailus
Rebranding da Gatorade

Então é muito importante que a gente fique sempre por dentro do que é o design e de como as coisas andam no mundo. Mesmo que tenhamos o nosso próprio estilo – e isso é importante – ficar por dentro e entender as tendências é importante até mesmo para que você se torne uma autoridade no assunto.

5. Prática e descoberta do seu próprio estilo

Você precisa começar a praticar e pesquisar sobre o que você gosta para formar o seu estilo de design. Isso é muito importante e eu por exemplo construo o meu estilo ainda, atualmente. É uma coisa que será devagar e gradativa, mas muito especial.

Seu estilo no futuro será aquele “tchan” que fará uma pessoa escolher você em vez de um outro designer. É o que faz as pessoas certas virem seu trabalho e dizer “Essa pessoa faz as coisas do jeito que eu gostaria que fosse a minha marca”.

E não tem segredo nenhum para encontrar seu estilo. Eu procuro me inspirar e aprender muito principalmente com quem já faz. Passo muito tempo em lugares como Dribbble, Behance, Pinterest, Creative Market e em hashtags do meu interesse no Instagram.

Isso me ajuda a conhecer outros talentos e aprender com eles, me inspirar, mas é aquela coisa: Nunca plagiar o trabalho e nem desvalorizar. De modo algum, ok?

6. Construa um bom portfólio

Eu já fiz um post aqui para o site que te ajuda a construir um bom portfólio mesmo sendo iniciante, e é preciso sim que mesmo no começo você tenha um portfólio forte. É isso que vai fazer você ser um designer que se destaca dos outros, principalmente os outros iniciantes assim como você será/é.

Foque em criar um portfólio que mostre principalmente trabalhos da área que você quer atuar. Coloque-os em destaque, faça eles chamarem atenção do visitante. As pessoas precisam entender do que se trata o seu trabalho, o que você faz e como você faz.

E como você vai construir esse portfólio? Praticando muito, criando personas e problemas e fazendo o design e solucionando o problema dessa persona, por exemplo. Criando formas e figuras, ilustrações, conceitos de marca pra alguns negócios ou marcas que gosta ou até criando por si próprio alguma marca. O importante é praticar e mostrar no seu portfólio seu trabalho.

7. Trabalhando como freela/fazendo freela

O primeiro passo é você se familiarizar e explorar bastante plataformas como o Freelancer e o Workana. Faça seu cadastro por lá, otimize e preencha seu perfil da melhor forma possível e comece a ver o que profissionais procuram por lá na categoria de design.

Muitas coisas são simples, algumas podem parecer simples mas se tornam bastante complexas com o tempo, e algumas já são descritas pelo cliente como algo complexo.

A dica que eu tenho pra te dar é estudar sobre seu preço e não se desvalorizar só por causa de um freela. Se você estiver no desespero por dinheiro ou passando dificuldade, confira o post sobre formas de ganhar dinheiro, foque também em afiliados ou pule para o tópico mais à frente, sobre emprego fixo.

Porém se estiver mesmo disposto a trabalhar com freela e como autônomo, e começar a procurar alguns trabalhos em plataformas como essa, preste muita atenção no preço e não abaixe demais ou se venda por um preço abusivo só pra conseguir um trabalho.

Faça uma boa apresentação e converse, proponha algo legal para o potencial cliente/freela. É melhor assim!

8. Como conseguir os primeiros clientes

Primeiro: Peça para seus pais e amigos recomendarem o seu trabalho. É muito importante que você possa contar com conhecidos e familiares no início pois isso é uma das coisas que vai alavancar um pouco a divulgação do seu trabalho.

Faça alguns favores, parcerias ou promoções e combinações com pessoas próximas ou do seu bairro por exemplo. Proponha um design que você saiba e possa fazer bem feito por exemplo

Faça promoções e trabalhos a um preço menor, mas não se desvalorize nem desvalorize outros designers. Pense num preço razoável, a nível da qualidade principalmente do trabalho que você faz x o tempo que você leva. Mas não ponha um serviço de criação de logo por R$ 50,00 se a sua logo ficar incrível. Você está SE desvalorizando.

E o pior é que você pode acabar ajudando o mercado a ficar prostituído e as pessoas passam a não entender o valor do trabalho de um designer. Assim como um advogado cobra caro pra resolver um mínimo problema de direitos do consumidor por exemplo, um designer cobra o seu valor pelo preço dos seus serviços de design gráfico.

9. Vendendo a sua arte em lojas online

Uma maneira legal de fazer dinheiro na internet é vendendo alguns produtos e trabalhos feitos por você online. Acho bem importante que as pessoas não procurem ganhar dinheiro de um só recurso, assim não fica na mão o tempo todo.

Talvez você já tenha visitado a loja aqui do site. Eu vendo alguns serviços, templates e coisas que faço o design, principalmente para outros designers ou quem não é designer mas precisa fazer um bom design para o conteúdo do seu negócio.

Mas existem bons modos de você expor e vender coisas feitas por você, aí vai algumas ideias:

  • Se você tem um blog no WordPress, abra uma loja com o WooCommerce.
  • Ou no Squarespace que também tem loja integrada
  • Depois de um portfólio bem construído você pode mandar uma avaliação para abrir uma loja no Creative Market
  • E também pode vender no Etsy

Pesquise outras formas de criar uma loja online pra você vender seus gráficos. Isso é só o começo e o mais importante é você saber que estudar todas as possibilidades e pesquisar bastante vale muito a pena e é essencial.

10. E se eu quiser um emprego fixo?

Um lugar ótimo para você criar um perfil (até mesmo sendo home office/freela) e começar a pesquisar por vagas é o Linkedin. Mas não vá se candidatando a qualquer emprego nem aceite qualquer proposta. Pesquise sobre a empresa, veja se é uma boa proposta e se você se encaixa nela. Não vá entrando pra nenhuma empresa abusiva.

Você vai passar pelo processo normal de entrevistas e contratação assim como qualquer outro emprego, trabalhar com um salário fixo, alguns benefícios que toda empresa pode te oferecer e suas obrigações e horários. Nenhum segredo, essa parte é com você!

11. Aprenda o seu preço

Todo profissional deve saber seu preço, principalmente sendo um autônomo ou freelancer. Quando você aprende e tem noção sobre como funciona sua precificação fica até mesmo mais fácil de passar valores para quem você for trabalhar junto ou saber que job ou não vale a pena pra você.

Existem várias calculadoras freelancer na internet, mas eu vou recomendar a você a Calculadora Freela. Use ela até que você mesma possa saber direitinho seu valor, e tenha isso fácil em mente. Ou pode usar ela o quanto quiser, é por sua conta!

Mas é muito bom você entender quanto é por exemplo (e principalmente) seu preço por hora de trabalho. Também é bom saber uma estimativa de preço para alguns pacotes e/ou serviços específicos, como um bom e velho projeto de logo.

Faça isso sem pressa, e com a experiência e tempo você vai entendendo o que é melhor pra você e quanto custa o seu tempo de trabalho, os equipamentos que você usa e custos (como softwares), a magnitude do serviço pedido, etc. Só se dedique para estudar esse seu preço e não se desvalorize!

12. Comece a se profissionalizar!

Quando eu falo sobre se profissionalizar é sobre procurar recursos, atitudes e posicionamento que te coloque mesmo como profissional na área. Uma das coisas que vem mais no tardar pra mim como profissional é me tornar CNPJ, mas é essencial. E esse é um exemplo muito bom.

Procure saber como se tornar MEI e você vai poder emitir nota fiscal para as pessoas quando elas te pagarem. Isso além de segurança e garantia dá uma posição de profissional. Pesa bastante.

Outra coisa importante é a sua impressão e comportamento na internet, investimentos que você faz – como um site e e-mail profissional, investir em softwares, recursos, materiais que aprimorem seu trabalho e o facilitem além de também o tornar único.

Invista também se quiser em cursos e coisas que te especializem e aprimorem seu conhecimento no que você já faz. Eu por exemplo sempre amei criar logos, e fui para o ramo de identidade visual e estou estudando tudo sobre isso.

Além disso, aprendi que esse ramo está atrelado ao branding, e pensando em ter mais conhecimento desse nicho – que ainda é um só – eu também vim estudando muito! Quero ser uma referência e autoridade na área, e assim que deve ser!

Eu sei que o post foi grande, e eu poderia ficar horas e horas pesquisando e elaborando conteúdo que pudesse encaixar aqui para dar dicas a você.

Mas muito pelo contrário eu te dou a tarefa de não ficar só por esse post: Leia os outros posts do blog, procure pelos sites que recomendei, estude as áreas que te interessam, pesquise muito, procure profissionais para se inspirar… Enfim. Tome as rédeas da sua vida profissional e leve ela para bem alto e faça sucesso!

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